quarta-feira, 18 de janeiro de 2012


Técnica vocal – parte 04

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A higiene vocal

Alguns cuidados são necessários para manter a voz em bom estado, principalmente para quem a usa profissionalmente:
O que evitar:
A fumaça quente do cigarro agride todo o sistema respiratório e, principalmente, as pregas vocais causando irritação, pigarro, tosse, edema, aumento de secreção e infecções; a fumaça agride diretamente a mucosa que protege as pregas, aumentando o muco e provocando pigarro, favorecendo irritação e alteração na voz.
O álcool causa irritação semelhante à produzida pelo cigarro; embora a pessoa que ingere álcool sinta-se mais solta, há uma leve anestesia na faringe, e pode-se abusar da voz sem que se perceba. Quando passa o efeito, pode-se sentir ardor, queimação e voz rouca e fraca.
As drogas inalatórias ou injetáveis tem ação direta sobre a laringe e a voz, podem alterar a mucosa e causar lesões no septo nasal.
Se você sofre de problemas nas vias respiratórias, evite umidade, mofo, poeira, agasalhos de lã, perfumes, inseticidas, desinfetantes, tintas frescas e tudo que possa desencadear suas crises.
Bebidas geladas ou quentes agridem o muco, se não dá para evitá-las deixe ums segundos na boca antes de engolir; café altera o sistema nervoso e agride o muco pelo calor; leite e chocolate aderem ao muco; balas, pastilhas e sprays podem mascarar a dor do esforço vocal, prejudicando as mucosas.
Roupas apertadas na cintura e no pescoço impedem a livre movimentação do diafragma e da laringe. Pigarrear e tossir com frequência contribui para alterações nas pregas vocais, pelo atrito. Melhor inspirar e engolir a saliva, tomar água e fazer gargarejos para limpar a garganta.
Mudanças bruscas de temperatura e o ar condicionado favorecem alterações na mucosa.

- O que podemos fazer:

Tomar água na temperatura ambiente antes, durante e depois da apresentação, para repormos os sais perdidos pelo esforço e hidratarmos as pregas vocais.
A maçã é excelente para a voz, auxilia a limpeza da boca e da faringe; suco de laranja auxilia a absorção do excesso de secreção. No caso de garganta irritada, gargarejos de água morna com sal, meio copo para uma colher de café ou de água morna com tintura de própolis, meio copo para dez gotas ajudam bastante. Cristais de gengibre auxiliam, mas em excesso agridem.
Fazer relaxamento, alongamento e aquecimento do corpo e pregas vocais antes de cada apresentação, por quinze, vinte minutos ou meia hora, o mais próximo possível da hora de cantar.
Ingerir comidas protéicas e leves, como massas, que digerem rápido, ao menos uma hora e meia antes de cantar, temos alto gasto energético no palco, e precisamos dessa energia. Cantar de barriga vazia cansa e de barriga cheia atrapalha a movimentação do diafragma.
Dormir bem, pois a voz necessita de energia e do corpo descansado.
Caminhar e nadar são os melhores exercícios para quem canta e atua, pois trabalham de forma geral a musculatura e respiração. OBS: sentindo alterações na voz por período prolongado ou muita frequência, procure um fonoaudiólogo ou otorrinolaringologista.
C A N T A T A S



Escolher uma boa cantata é sempre uma tarefa difícil.

Muitas vezes, pequenas informações podem ser fatores diferenciais na produção.
Vale aqui algumas dicas:

1) Observe bem a viabilidade de materiais como:
songbook (versão piano e coro pelo menos!),
playback em CD,
CD demonstração,
kits de ensaio, entre outros.

2) Pouquíssimos locais oferecem partituras para orquestra.
Alguns songbooks contém pauta musical simplificada.
Por isso, fique atento às propagandas das diversas gravadoras.

3) Verifique se os arranjos vocais e instrumentais são compatíveis
com os talentos e conhecimentos musicais
do coro e orquestra (e/ou banda).
Cantatas incompatíveis com a realidade musical
da Igreja pode gerar experiências desastrosas
ou sérias consequências vocais para os coristas
(como pólipos, nódulos, fendas nas cordas vocais,
para citar os mais comuns).

4) A letra é teologicamente correta e está coerente
com os princípios bíblicos?
Esta é uma pergunta que o regente do
coro (ministro de música) sempre deve fazer
antes de escolher a cantata mais adequada
para a ocasião da apresentação.

5) Uma das questões mais importantes é:
A IGREJA SERÁ MOTIVADA A ADORAR A DEUS?
É triste quando a Igreja torna-se uma mera expectadora.
Por isso, a cantata deve ser envolvente.
Cantatas tornam-se desinteressantes e
cansativas quando a Igreja não é motivada para adorar a Deus.

Lembre-se que Deus deve ser o Guia e o condutor da obra

Playbacks: usar ou não usar - eis a questão:

Playbacks: usar ou não usar - eis a questão:


O ministério de música de várias igrejas já devem ter passado por este tipo de dúvida:
usar ou não usar a música eletrônica
nos cultos através de solos, corais, cantatas e até mesmo louvor?

Mudaria esta questão para quando usar o playback?
Eu mesmo, como regente de vários corais já usei e confesso que ainda uso. Mas antes de tudo, é importante fazer um breve resumo
contando um pouco do que é esse recurso poderoso e instável.

O playback (chamado de solo trax nos Estados Unidos) é uma espécie de karaokê que consiste no ato do artista ou gravadora ceder o instrumental original do CD (que pode ser com vocal ou sem vocal - nos Estados Unidos existe até mesmo solo trax em três tons: normal, um abaixo e um acima do normal e ainda por cima com ou sem vocal).

Mas a coisa não é tão simples quanto parece, pois o playback é extremamente inflexível, ou seja, ou você o segue ou tudo vai por água abaixo.

Diria que o playback é um excelente recurso, em especial para Igrejas pequenas, quando se tem pouco tempo ou até mesmo poucos músicos .

No entanto, o seu uso JAMAIS poderá ser inibidor de desenvolvimento dos talentos dos instrumentistas (daqueles que estudam para melhorar a qualidade do louvor).

Fraternalmente em Cristo,
Charles